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- 21/05/2024 / 12:05
Bar se pronuncia após expulsão de artista paraibana durante show em JP

A administração do Boteco Gaiato, bar localizado no Bairro dos Estados, em João Pessoa se manifestou nesta terça-feira(21), através das suas redes sociais após o episódio ocorrido com a cantora e compositora paraibana Cida Alves, no último sábado(18). De acordo com a artista, após 30 minutos de apresentação, o gerente do estabelecimento subiu ao palco, posicionou a mão no microfone e a impediu de continuar cantando.

Conforme o comunicado do bar, no decorrer da apresentação da artista, houveram alguns problemas logísticos, sendo necessário que o show se encerrasse mais cedo. “Nosso gerente foi até a cantora de forma respeitosa e discreta, e comunicou que o show teria que se encerrar um pouco antes, devido às novas logísticas da casa. Depois do ocorrido, tomamos ciência que a artista, infelizmente, está divulgando inverdades absurdas em suas redes sociais, as quais já temos imagens e, até o momento, diversas testemunhas que estavam presentes para comprovar o contrário”, afirmou a direção da empresa em nota.

No mesmo texto, o estabelecimento destacou que foi divulgado pela artista acusações de cunho político, que, seriam inverídicas. Também reforçou que o cachê de Cida Alves foi pago integralmente e até agora a direção seguem sem entender o real motivo das acusações , que serão levadas ao Poder Judiciário.

“A empresa não tem qualquer conhecimento sobre as suas convicções políticas e não compactua com qualquer tipo de discriminação neste sentido. Prezamos pela busca da verdade e total esclarecimento dos fatos sem polêmicas, motivo pelo qual estaremos adotando as providências judiciais cabíveis, de modo que toda e qualquer questão relativa ao fato será tratada apenas judicialmente”, afirmou.

CONFIRA A NOTA DO ESTABELECIMENTO

Vimos, através desse comunicado, esclarecer informações inverídicas e difamatórias que estão sendo vinculados nas redes sociais.

No último sábado (18/05) fizemos a contratação do cantor João Vitor para realizar a sua apresentação aqui no boteco gaiato, com tempo e caché pré definidos com o artista. contudo, fomos surpreendidos no dia do evento com o cancelamento da apresentação pelo cantor, o qual trouxe outra artista de nome cida para cobrir seu show, e assim foi feito, aceitamos e autorizamos a sua apresentação.

No decorrer de sua apresentação, houveram alguns problemas logísticos, sendo necessário que o show se encerrasse mais cedo.

Nosso gerente foi até a cantora de forma respeitosa e discreta, e comunicou que o show teria que se encerrar um pouco antes, devido às novas logísticas da casa.

Depois do ocorrido, tomamos ciência que a artista, infelizmente, está divulgando inverdades absurdas em suas redes sociais, as quais já temos imagens e, até o momento, diversas testemunhas que estavam presentes para comprovar o contrário.

Lembrando também que foi divulgado pela artista acusações de cunho político, contudo, além de inverídicas, a empresa não tem qualquer conhecimento sobre as suas convicções políticas e não compactua com qualquer tipo de discriminação neste sentido.

O cachê foi pago integralmente e até agora estamos sem entender o real motivo de tamanha inverdade e acusações sem o menor sentido, as quais serão levadas ao conhecimento do poder judiciário.

O Boteco Gaiato reitera seu total respeito a todos os artistas que aqui se apresentam, havendo mais de dois anos com shows diários, ao vivo, onde já se apresentaram dezenas de cantores e cantoras, nos mais diversos estilos, sem nenhuma acusação neste sentido, havendo, pois, total harmonia com todos que aqui fazem seu show.

Uma empresa séria que emprega mais de 10 famílias e tem em seu valor o respeito a todos que aqui frequentam, trabalham e se apresentam. 

Prezamos pela busca da verdade e total esclarecimento dos fatos sem polêmicas, motivo pelo qual estaremos adotando as providências judiciais cabíveis, de modo que toda e qualquer questão relativa ao fato será tratada apenas judicialmente.

Entenda o caso

A cantora e compositora paraibana Cida Alves denunciou nas suas redes sociais um problema ocorrido durante seu show no Boteco Gaiato, no último sábado(18). De acordo com a artista, ela e o músico Leandro Silva foram contratados para realizar uma apresentação de duas horas, com um cachê previamente combinado. Porém, após 30 minutos de apresentação, o gerente do bar subiu ao palco, posicionou a mão no microfone e a impediu de continuar cantando.

Em seguida, Nielson, o gerente,pediu para que Cida Alves descesse do palco porque, segundo ele, a música não era o estilo do bar. Naquele momento, ela estava tocando a canção “Entre a serpente e a estrela”, de Zé Ramalho. 

Confira a nota divulgada pela artista

Eu, Cida Alves, cantora e compositora de João Pessoa, venho por meio desta nota expor o meu total repúdio à forma desrespeitosa e violenta como eu e o músico Leandro Silva fomos tratados no Bar Boteco Gaiato, neste último sábado (18), no Bairro dos Estados.
Fomos contratados para realizar uma apresentação de duas horas, com um cachê previamente combinado e, após 30 minutos de apresentação, o gerente do Bar, de nome Nielson, subiu ao palco, posicionou a mão no microfone me impedindo de continuar o show, e me comunicou que gostaria que eu descesse do palco porque, segundo ele, a música que eu estava tocando não era o estilo do bar e, ainda segundo ele, o público presente não estava gostando. Porém, não foi isso que aparentou porque as pessoas estavam cantando e aplaudindo todas as canções que eu executava com Leandro.
Ele desligou todo o equipamento e colocou um som eletrônico.
Imediatamente, eu me levantei do banquinho, me sentindo absurdamente humilhada, e fui guardar o meu violão no case, e Leandro também assim o fez.
Saí cabisbaixa, extremamente constrangida, o público do Bar todo olhando para nós, sem entender nada.
Até agora, ainda estou me perguntando por que este senhor tomou essa atitude contra mim. Lembrando que não era uma relação exclusivamente artística, mas também uma relação trabalhista; tínhamos um contrato feito de boca, mas que, mesmo assim, deveria ter sido respeitado.
Como artista e mulher, me senti ferida e violentada naquele gesto. Meu total repúdio à indivíduos que, por ter algum tipo de poder, sentem-se no direito de assediar, agredir, invadir, violentar, expulsar, diminuir ou destratar o trabalho de outras pessoas, seja ele técnico, artístico, científico ou de qualquer outra modalidade ou natureza.
Enquanto mulher, jornalista, ativista, mãe e artista me senti individualmente ferida e atacada porque, além de tudo, o agente causador desta dor foi um homem.
Me pego a imaginar como uma pessoa que invade um palco de uma artista mulher trata os outros funcionários, qual é o tipo de respeito recorrente nas suas relações no trabalho.
Me ocorreu a dúvida se esta seria, realmente, a primeira vez que este senhor age desta forma com músicos ou outros trabalhadores do Bar.
Reitero o meu repúdio e o meu protesto contra a postura e a condução da direção do Bar Boteco Gaiato.
Obs.: O cachê foi pago integralmente no dia seguinte.

Cida Alves/ Reprodução Instagram

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