publicidade
- 10/12/2024 / 15:14
Carne sobe pelo 3º mês seguido em novembro: alta é de 15,43% no acumulado dos 12 anos

A inflação da proteína bovina ficou em queda por um ano e meio, mas voltou a aumentar em setembro de 2024. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e foram divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE.

Entre os cortes bovinos, o patinho foi o que mais encareceu no acumulado dos 12 meses, com a inflação de 19,63%. Ele é seguido do acém (18,33%), do peito (17%) e do lagarto comum (16,91%). A única peça que ficou mais barata foi o fígado, com queda de 3,61%, aponta o índice. Considerando a variação mensal, as carnes tiveram uma alta de 8,02%. É a maior elevação do item na categoria desde dezembro/2019, quando atingiu 18,06%.

Quatro fatores ajudam a explicar a alta de preços, segundo economistas consultados pelo g1:

  • Ciclo pecuário: após dois anos de muitos abates, a oferta de bois vai começar a diminuir no campo;
  • Clima: seca e queimadas prejudicaram a formação de pastos, principal alimento do boi;
  • Exportações: Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo e vem batendo recordes de vendas.
  • Renda: queda do desemprego e valorização do salário mínimo estimularam compras de carnes.

Segundo os economistas, esses fatores também indicam que o preço não deverá baixar em 2025, e a alta pode se estender até 2026.

G1

foto: reprodução internet

publicidade