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- 14/05/2023 / 20:46
Conselhos da UFPB avaliam afastamento do reitor  

O ‘Conselhão’ da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), composto pelos Conselhos Superiores da instituição (Conselho Universitário, Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, e Conselho Curador), se reúnem nesta terça-feira (16), a partir das 9h, no auditório da Reitoria, para discutir a possibilidade de destituição do reitor da instituição, Valdiney Gouveia.

O Diretório Central dos Estudantes possui cadeira no chamado ‘Conselhão’ que irá analisar um dossiê que pede a destituição do reitor da instituição, Valdiney Gouveia e da vice-reitora Liana Filgueira, que são alvos de protestos desde novembro de 2020, quando assumiram a Reitoria da UFPB por escolha do presidente da época, Jair Bolsonaro, embora fossem os últimos escolhidos pela comunidade acadêmica da Lista Tríplice enviada ao Governo Federal.

O dossiê é dividido em cinco eixos: 1) a repressão e a censura no ambiente acadêmico; 2) o ataque a entidades representativas e movimentos democráticos; 3) o descaso com as condições de vida de estudantes e trabalhadores; 4) a gestão da universidade subordinada ao alinhamento ideológico à extrema-direita; 5) a usurpação e esvaziamento das atribuições e competências dos Conselhos Superiores da Instituição.

Entenda

No dia cinco de novembro de 2020, o professor Valdiney Gouveia, do Departamento de Psicologia da UFPB, foi nomeado para o cargo de reitor da federal paraibana, para mandato de quatro anos, em decreto publicado no Diário Oficial da União(DOU).  O Consuni, o Consepe e o Conselho Curador da UFPB formaram lista tríplice, com candidatos à Reitoria mantendo as chapas que concorreram na consulta on-line à comunidade universitária. 

Na consulta on-line para escolha dos candidatos aos cargos de reitor e de vice-reitor, as professoras Terezinha Domiciano e Mônica Nóbrega venceram e tiveram 47 votos dos conselheiros.

Já os docentes Valdiney Gouveia e Liana Albuquerque, não tiveram voto dos conselheiros da UFPB.No entanto, Valdiney Gouveia foi nomeado reitor por um decreto do MEC, assinado pelo presidente da república pelo ministro da educação naquele ano, Jair Messias Bolsonaro e Milton Ribeiro, respectivamente. 

Com isso, até hoje a comunidade acadêmica pede a destituição do atual reitor por considerar que ele não foi a escolha correta para a instituição, já que não foi o mais votado.

Point da Notícia

Foto: Divulgação

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