A Ação proposta pela promotora de Justiça de João Pessoa, Fabiana Lobo, é um desdobramento do Inquérito Civil Público, instaurado para apurar notícia veiculada na imprensa local sobre racismo religioso cometido, no dia 25 de março deste ano, por um motorista da empresa contra uma usuária. A vítima registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Homofóbicos, Étnico-Raciais e Delitos de Intolerância Religiosa da Capital, ocasião em que informou ser costumeira a prática de racismo religioso por motoristas da empresa Uber, que costumam cancelar corridas quando a origem e/ou destino é um local de prática de religião de matriz africana.
A ação, que tramita na 6ª Vara da Fazenda Pública da Capital, requer que a Uber seja condenada a promover capacitações aos seus motoristas para combater essa prática discriminatória e que pague indenização de R$ 3 milhões por dano moral coletivo, a ser revertido ao Fundo Estadual de Direitos Difusos da Paraíba (FDD-PB).