Escorpiões costumam aparecer pouco, mas deixam pistas de que podem estar escondidos em casa – e o risco de acidentes tem crescido no Brasil.
O que aconteceu
Carapaças (peles trocadas) em cantos quentes e úmidos podem indicar escorpiões por perto. Eles trocam de pele várias vezes até a fase adulta, e essas “cascas” costumam ficar em locais como áreas úmidas e pouco mexidas.
Filhotes vistos dentro de casa são sinal de ninho ativo. Uma fêmea de escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) pode gerar de 20 a 25 filhotes por ninhada e ter duas ninhadas por ano.
Ralos, frestas e pontos de acesso ao esgoto aumentam a chance de o animal entrar e se abrigar. Escorpiões preferem locais quentes e úmidos e precisam de alimento, água, abrigo e acesso para sobreviver.
Entulho, pilhas de madeira e materiais acumulados viram esconderijo típico. O Ministério da Saúde cita esses pontos, junto com frestas e ralos, como abrigos ideais para o animal.
Quintal com lixo e sujeira favorece a presença do escorpião ao ‘montar’ o ambiente que ele precisa. O descarte inadequado de lixo facilita a infestação e ajuda a manter abrigo e alimento disponíveis.
Aumento de baratas e outros insetos rasteiros pode ser um alerta indireto. Baratas são o principal alimento dos escorpiões, e a presença delas facilita a infestação.
Relatos de escorpiões em imóveis vizinhos sugerem que a área pode estar infestada. Como eles se adaptam ao ambiente urbano e podem circular por redes de esgoto, a ocorrência perto de casa eleva o risco de aparecerem também no seu imóvel.
Mudança no comportamento de cães e gatos pode ajudar a localizar esconderijos. Os animais podem farejar onde os escorpiões estão, o que costuma chamar atenção para cantos e áreas pouco acessadas.
Por que o risco tem aumentado
Acidentes com escorpiões subiram mais de 250% em dez anos, com mais de 1,17 milhão de casos notificados entre 2014 e 2023. Um estudo projeta aumento contínuo e estima mais de 2 milhões de casos até 2033.
Urbanização rápida, acúmulo de lixo, saneamento inadequado e mudanças climáticas estão entre as hipóteses para a alta. Pesquisadoras apontam que o problema pode ser maior do que os registros indicam e o descrevem como uma crise silenciosa de saúde pública.
Por que o risco tem aumentado
Acidentes com escorpiões subiram mais de 250% em dez anos, com mais de 1,17 milhão de casos notificados entre 2014 e 2023. Um estudo projeta aumento contínuo e estima mais de 2 milhões de casos até 2033.
Urbanização rápida, acúmulo de lixo, saneamento inadequado e mudanças climáticas estão entre as hipóteses para a alta. Pesquisadoras apontam que o problema pode ser maior do que os registros indicam e o descrevem como uma crise silenciosa de saúde pública.
O que fazer para reduzir o risco
Limpar quintais e jardins e eliminar entulho reduz abrigos e pontos de passagem. Orientações citadas incluem manter áreas externas sem folhas secas e materiais acumulados.
Vedar ralos, portas, rodapés e outras frestas corta o acesso do animal. Também é recomendado afastar camas e berços das paredes e sacudir roupas, toalhas e sapatos antes de usar.
Em caso de picada, lave o local com água e sabão e procure atendimento imediatamente. O soro antiescorpiônico é distribuído gratuitamente pelo SUS e é indicado para casos moderados ou graves, conforme avaliação médica.
Do UOL, em São Paulo
Imagem: Sippakorn Yamkasikorn/Pexels