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- 14/10/2026 / 09:18
Senado vota escala 6×1 nesta quarta-feira; veja o que acontece se proposta for aprovada ou rejeitada

Após ser aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados e receber parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 será submetida à votação no plenário da Casa. Para avançar no Senado, serão necessários pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores.

A votação tem mobilizado parlamentares, trabalhadores e representantes do setor produtivo porque poderá definir os rumos de uma proposta que altera a jornada máxima de trabalho prevista na Constituição Federal, reduzindo o limite semanal de 44 para 40 horas e garantindo dois dias de descanso remunerado por semana sem redução salarial.

O que acontece se a PEC for rejeitada?

A votação desta quarta-feira vai definir se a PEC continuará avançando ou se terá a tramitação encerrada ainda em 2026.

Segundo o professor de Direito Constitucional da USP Rubens Beçak, uma PEC precisa ser aprovada em dois turnos, por maioria qualificada, na Câmara e no Senado. Se for rejeitada em qualquer uma dessas etapas, a proposta é arquivada.

E se a PEC for aprovada?

Se a proposta obtiver os votos necessários, ela continuará avançando normalmente no Senado.

  • A aprovação em primeiro turno não altera imediatamente a Constituição nem muda as regras da jornada de trabalho.

Na prática, ela apenas permite que o texto avance para a reta final do processo legislativo.

Depois dessa etapa, ainda será necessária a aprovação em segundo turno, novamente com pelo menos 49 votos favoráveis.

O requerimento de calendário especial apresentado por líderes partidários pode reduzir o intervalo normalmente exigido entre as duas votações.

Se esse pedido for aprovado pelo plenário, os senadores poderão realizar o segundo turno ainda nesta quarta-feira, concluindo a análise da proposta no Senado.

Se aprovada, a PEC deve seguir a seguinte cronologia:

  • em dois meses, redução da jornada semanal para 42 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado;
  • em um ano após esses dois meses, redução da jornada semanal para 40 horas.

A mudança não será aplicada para trabalhadores com ensino superior que ganham por mês mais de 2,5 vezes o teto do INSS, ou seja, quem ganha mais de R$ 21.188 por mês.

Point da Notícia com informações do G1

Foto: Reprodução

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