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- 31/05/2023 / 10:40
Sobe para 6 número de casos de superfungo mortal em Pernambuco

Os dois novos casos do superfungo Candida auris, que elevaram para seis o total de diagnóstico da doença no Estado, foram confirmados nesta terça-feira (30) pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco nesta terça-feira (30).
Em nota, a Pasta informou que ainda não é possível saber a origem da Candida auris no Brasil. A espécie foi identificada pela primeira vez no cateter de um paciente num hospital de Salvador, em dezembro de 2020. O patógeno pode infectar o sangue, levando a casos agressivos e muitas vezes letais.
O nível de alerta cresceu bastante durante a pandemia de covid-19, que aumentou em muito o número de internações longas em todo o mundo. Isso porque pacientes graves passam muito tempo da UTI, tomando corticóide e, dependendo do caso, em ventilação mecânica —fatores que são riscos para infecções fúngicas.

O que se sabe sobre a doença:

O Candida auris é um fungo identificado pela primeira vez no Japão, em 2009. Desde então, se espalhou por todos os continentes. No Brasil, chegou em 2020. Ele é caracterizado pela comunidade cientifica como um fungo mais resistente a medicamentos do que os outros.

Entre 2021 e 2022, o surto de Candida auris no Recife foi o maior já registrado no País, com 48 notificações.

Geralmente, não há manifestação clínica da presença do superfungo no paciente que está “colonizado” (que tem o fungo no corpo, mas não foi “infectado”). Nesta fase, não há sintomas. Mas um machucado, uma ferida na pele ou o uso de catéter no hospital pode permitir que ele entre no corpo, atinja a corrente sanguínea e provoque uma infecção. Em casos graves, pode prejudicar órgãos como o coração e o cérebro. Em último caso, podem levar à sepse, uma infecção generalizada capaz de matar.

Como se prevenir?

As formas de prevenção são as seguintes:
*Higiene das mãos;

  • Uso adequado de materiais de proteção;
  • Limpeza do local onde estão os pacientes infectados

Por que o Candida auris é conhecido como superfungo?

  • Em 2019, o Candida auris foi caracterizado pela comunidade científica como um fungo mais resistente a medicamentos do que os outros.

Estudos indicam que em até 90% dos pacientes, o Candida auris é resistente a fluconazol, anfotericina B ou equinocandinas, que são medicamentos usados no tratamento de infecções por fungos.

Como ele age no corpo?

  • Geralmente, não há manifestação clínica da presença do superfungo e o paciente que está “colonizado” por ele é assintomático, segundo o diretor geral de Informações Epidemiológicas da SES, José Lancart de Lima.

• A transmissão acontece através do contato direto com objetos ou pessoas infectadas.

  • O Candida auris é capaz também de infectar o sangue, levando a casos agressivos e, muitas vezes, letais.
  • Pacientes com alguma comorbidade, imunosuprimidos ou cardiopatas têm um risco maior de apresentar um agravamento do quadro clínico quando infectados com o superfungo.

Point da Notícia com informações do G1 PE
Foto: Reprodução

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